sábado, 4 de maio de 2013

Deputado Sidney Rosa na lista para morrer.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Lista teria sido encontrada no computador de prefeito foragido



Uma lista com oito nomes de pessoas tidas como marcadas para morrer, entre elas, o padre italiano Célio Torresan e o Secretário Especial de Produção do Estado, Sidney Rosa, domina as conversas reservadas dos moradores de Tomé-Açu. 

Uma cidade hoje dominada pelo medo e onde a pistolagem, a execução a tiros de pessoas de qualquer posição econômica ou social, continua sendo considerado quase que um fato corriqueiro. 

Mesmo que essa ação criminosa tenha sofrido um revés nas últimas semanas, com a pronta ação da Polícia Civil após as mortes do empresário Luciano Capácio e do advogado Jorge Pimentel, que já resultou na prisão de dois dos três pistoleiros que participaram das execuções e na decretação da prisão do prefeito do município, Carlos Vinícios, do PMDB, do seu pai, o empresário Carlos Vieira, acusados de serem os mandantes das mortes, e de Raimundo Barros, apontado pela polícia como quem contratou os pistoleiros. 

Carlos Vinícios solicitou à Câmara Municipal uma licença de quatro meses, mas foi embora sem esperar pela resposta, sendo atualmente considerado foragido da Justiça. A lista teria sido encontrada pela polícia no computador particular de Carlos Vinícios, durante as investigações sobre as execuções de Capácio e Pimentel, ocorridas na noite do último dia 2 de março. 

Ela teria sido elaborada ano passado com a ajuda de outras pessoas que fazem parte do grupo político do prefeito, numa sala de uma emissora de rádio local. O ex-prefeito de Tomé-Açu, Francisco Eudes, do PSDB, não faz segredo dessa reunião: ‘Ela aconteceu na rádio do Zé Alves (José Alves Bezerra que, pelo PMDB, governou por duas vezes Tomé-açu, de 1989 a 1991 e de 1997 a 2000), de onde partiu toda essa bandidagem’, dispara Eudes. 

Ele disse que uma semana antes das mortes de Luciano Capácio e Jorge Pimentel, que era advogado do PSDB, tinha sido fechado um acordo para que Luciano o apoiasse nas eleições do próximo ano, na disputa por uma vaga na Assembléia Legislativa, e que, em 2016, ele apoiaria Luciano para ser o próximo prefeito de Tomé-Açu. Capácio era aliado político de Vinícios, que não teria aceitado a saída dele do PMDB. 

‘Agora esse pessoal manda assombrar o povo daqui (de Tomé-Açu), onde todo mundo sabe que um dos pistoleiros que mataram o Luciano era empregado da prefeitura’, diz o empresário. Procurado pela reportagem, Zé Alves não quis falar das acusações de Eudes.

Fonte: O Liberal

Nenhum comentário:

Postar um comentário