sexta-feira, 5 de julho de 2013

O MENOR MUNICÍPIO BRASILEIRO

 
Borá, no estado de São Paulo, é considerado o menor município brasileiro em número de habitantes. Segundo o Censo de 2010 possui apenas 805 habitantes. 



É também o menor município brasileiro em número de eleitores: 924, representando 0,003% dos eleitores do estado de São Paulo.



O nome Borá vem de uma abelha que, no início do século XX, proliferava na região. O município foi criado em 1967, desmembrado do município de Paraguaçu Paulista. 




Possui:
* 118 km²
* Um único hospital - que é municipal
* Duas escolas com Ensino Fundamental e uma escola com Ensino Médio
* 133 carros circulando pela cidade
* Dois ônibus para servir à população
* Duas equipes amadoras de futebol: Borá F.C. e Borá E.C.





Municípios do Pará não têm estrutura




Com as cidades a cada dia mais violentas, o Estado do Pará mostrou sua verdadeira cara com a divulgação do estudo “Perfil dos Municípios Brasileiros” - Municipio 2012, divulgado ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). De acordo com o estudo, que entre outros temas analisou a questão da segurança pública, dos 143 municípios analisados em 2012, somente 24 tem estrutura pública especializada. Deste total, somente cinco municípios tem uma secretaria municipal de Segurança Pública exclusiva. Em 119 municípios não existem estruturas específicas.
O trabalho do IBGE mostrou também que a figura do Guarda Municipal é praticamente inexistente: somente 20 municípios paraenses responderam ter guardas municipais, num total de 2.579 agentes. Segundo os dados, a Guarda Municipal usa arma de fogo em 153 municípios brasileiros.
De acordo com a pesquisa, “quando foram criadas, a partir da Constituição Federal de 1988, as Guardas Municipais tinham como principal atribuição a proteção dos bens, serviços e instalações de seus municípios”. No entanto, hoje exercem funções auxiliares na segurança pública e ajudam no patrulhamento das escolas e vias públicas, além de auxiliar no Conselho Tutelar e nas Polícias Civil e Militar. 
A utilização desse recurso de forma mais abrangente pode ser justificada por causa da diversificação das funções da Guarda Municipal no decorrer dos anos.
Outro setor que mostra a deficiência da máquina pública nos municípios do Pará é o serviço de transporte coletivo. De acordo com a Constituição Federal, este serviço deve ser prestado e organizado pelo município, e operado sob a forma de concessão, permissão ou diretamente. De acordo com os dados da pesquisa do IBGE, 25,7% das prefeituras do país não têm estrutura organizacional para tratar do tema.
No Pará, apenas nove municípios implantaram o Conselho Municipal de Transporte, somente três deles com Fundo Municipal de Transporte. Em apenas cinco municípios a sociedade civil tem representação no Conselho para gestão do tema.
Dos 143 municípios paraenses, apenas 23 tem uma secretaria municipal exclusiva para o tema, outros 31 não possuem estrutura específica.
Embarcações e Moto Táxi são os mais usados no Pará
Em todo o país, dos 4.133 municípios com estrutura, apenas 19,4% tinham secretaria exclusiva para o setor de transporte e mobilidade urbana.
Enquanto apenas 0,3% dos municípios brasileiros tinham sistema de metrô no ano passado e 2,5% trem urbano, a van estava presente em 67,7% das cidades, chegando a 90,7% na Região Nordeste.
O moto táxi é utilizado em 55,3%, chegando a 83,7% na Região Norte. No Pará é o meio de transporte mais usado, sendo adotado em 139 dos 144 municípios. 
Também na Região Norte, o transporte por barco está presente em 55,2% dos municípios, quando a média nacional é de 11,5%. E é no Pará que ele é mais utilizado em todo o país.
(Diário do Pará)

quinta-feira, 4 de julho de 2013

CÂNCER TEM CURA!!




É 10.000 vezes mais forte do que a quimioterapia e não querem que nós saibamos, pois caso contrário, as grandes cadeias iriam parar de VENDER MEDICAMENTOS !!!
O MAIS PODEROSO ANTI-CÂNCER DO PLANETA !
A graviola ou graviola árvore é um produto milagroso para matar as células cancerosas. É mais potente do que 10,000 quimioterapias.
Por que não está ciente disso? Porque há organizações interessadas em encontrar uma versão sintética, que lhes permite obter lucros fabulosos. Assim, a partir de agora você pode ajudar um amigo em necessidade, deixando-o saber que beber suco de graviola pode prevenir a doença. O seu sabor é agradável. E, claro, não produz os efeitos terríveis da quimioterapia. E se você tiver a chance de fazer, plantar uma árvore em seu quintal de graviola. Todas as partes são úteis.
A próxima vez que você quiser beber um suco, escolha o de graviola!!!
Quantas pessoas morrem enquanto este tem sido um segredo bem guardado para não por em risco os lucros multimilionários de grandes empresas? Como você bem sabe a gravioleira é baixa. Não ocupa muito espaço, é conhecido pelo nome de Graviola no Brasil, Guanabana em espanhol, e "Graviola" em Inglês.
O fruto é muito grande e sua polpa branca, doce, comida diretamente ou normalmente usado para fazer bebidas, sorvetes, doces etc... O interesse desta planta é devido a seus fortes efeitos anti-câncer.
E embora ele atribuída muito mais propriedades, o mais interessante é o efeito que produz sobre os tumores... Esta planta é um remédio para o câncer de todos os tipos. Alguns dizem que é muito útil em todas as variantes de cancro.
Considera-se também como um espectro de agente anti-microbiano largo contra infecções bacterianas e fúngicas, é eficaz contra parasitas internos e vermes, que regula a pressão sanguínea e combate o stress elevado, a depressão e distúrbios do sistema nervoso.
A fonte desta informação é fascinante: ela vem de um dos maiores fabricantes de medicamentos do mundo, que diz que depois de mais de 20 testes de laboratórios realizados desde 1970 extratos revelaram que: destrói as células malignas em 12 tipos cancros, incluindo o cólon, mama, próstata, pulmão, pâncreas entre outras ...
Os compostos desta árvore mostrou 10.000 vezes melhor ato na diminuição de células de cancro que o produto da adriamicina, um fármaco quimioterapêutico, tipicamente usado em todo o mundo.
E o que é ainda mais surpreendente: este tipo de terapia, com o extrato de graviola, só destrói células de câncer maligno e não afeta as células saudáveis.
Instituto de Ciências da Saúde, L.L.C. 819 N. Charles Street Baltimore, MD 1201.

Tailândia ganha um novo anjo da guarda, "DEPUTADO FED. ZEQUINHA MARINHO"


Em reunião provocada pela PMT com a SESPA (Secretaria Estadual de Saúde do Pará), realizado no dia 02 de julho, com a presença do Secretário Estadual de Saúde o Dr. Hélio, Secretário Municipal de Saúde Luciano Tambaroti e o Deputado Zequinha Marinho, discutiram as condições da transição e a forma de como será a nova administração do Hospital Geral de Tailândia.
O objetivo do prefeito com essa reunião foi garantir atendimento ao público e proporcionar a continuidade das parcerias  entre Governo Estadual e a PMT e assim todos possam contar com os serviços de saúde em nosso município.

 O Secretário Dr. Hélio, fez algumas garantias ao município como: Atendimento de emergência no HGT até a reforma completa do AME (Ambulatório Médico de Especialidades), viabilizar recursos para custear a reforma do AME, viabilizar recursos para equipar a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e aproveitar preferencialmente a equipe atual prestando serviço no Hospital Geral.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Prefeitura troca diretor do DEMUTRAN

                                               Adir Wermuth- Ex.Diretor do DEMUTRAN
Diante das reclamações de moradores e da pressão sofrida na Câmara de Vereadores, Adir Wermuth não resistiu, saiu do cargo de diretor do departamento municipal de trânsito, o DEMUTRAN. Adir estava no cargo desde a criação do departamento em 2010. Foi dele a iniciativa de fazer das travessas Moju e São Felix mãos únicas, o que ajudou a melhorar o trânsito no centro da cidade.

O principal motivo da queda do ex-diretor do DEMUTRAN foi a forte cobrança sofrida pelos vereadores de moradores, pela atuação dos agentes de trânsito. Após uma reunião a portas fechadas com os legisladores há cerca de 10 dias ele não conseguiu permanecer no cargo. Cerca de 13 agentes, contratos, fazem a fiscalização do transito no município.

Quem responde agora pelo DEMUNTRAN é o pastor Erilei Nunes, que assumiu o cargo na semana passada. O novo diretor chega com a missão de mudar a visão negativa que a população tem dos agentes de trânsito. “Nesse primeiro momento nosso objetivo é trazer a população para nosso lado” contou Eurilei em entrevista ao Tailândia Urgente.

Adir é o segundo homem do primeiro escalão da gestão municipal a cair. O primeiro foi o ex-secretário de Obras, José Celso, que pediu exoneração do cargo alegando motivos familiares. Quem assumiu no lugar de José Celso foi Renato Rocha do setor de licitações.

Por enquanto as mudanças ainda não foram sentidas pelos condutores. Mas se depender do novo diretor rapidamente o DEMUTRAN terá uma nova cara no município.

foto: Ascom
(informações bmtv11.com)

Defesa de prefeito fala pela primeira vez


No último dia 2 de março de 2013, um duplo homicídio ocorrido no interior do Estado chocou os paraenses. O madeireiro Luciano Capacio, 32, e o advogado Jorge Guilherme de Araújo Pimentel, 53, foram assassinados covardemente por tiros de pistola quando jantavam num restaurante no centro de Tomé-Açu, nordeste do Pará. O caso teve ampla repercussão local e nacional. De acordo com o inquérito policial, Carlos Vinícius de Melo Vieira, prefeito de Tomé-Açu, e seu pai, Carlos Antônio Vieira, seriam os supostos mandantes do assassinato. Os acusados tiveram decretada a prisão preventiva no dia 6 de abril, mas se encontram foragidos.
Pelo que foi apurado pela polícia, podem ser duas as motivações do crime: a primeira seria política, já que Capacio teria o firme propósito de se candidatar a prefeito de Tomé-Açu com apoio de Jorge Guilherme, que militava no PSDB. A outra motivação seria de ordem econômica: Luciano teria denunciado irregularidades ambientais cometidas pela empresa de construção de Carlos Vieira, gerando uma multa de R$ 23 mil.
A polícia prendeu três suspeitos de envolvimento no crime. Dois deles, de 27 e 37 anos, são apontados como os executores do crime. Segundo a polícia, o mais velho seria pistoleiro profissional suspeito de matar outras seis pessoas com atuação em Paragominas, sudeste paraense, onde possui mandado de prisão preventiva.
O mais novo é suspeito de outro homicídio em Tomé-Açu, crime ocorrido em 2008 durante uma briga de trânsito. Após seu carro colidir com outro veículo, o suspeito travou uma discussão com o outro condutor e atirou contra ele. Ele fugiu da cidade e teve mandado de prisão expedido pela Justiça. O terceiro preso foi apontado como o homem que deu apoio à fuga dos pistoleiros. Todos estão presos no PEM 3. Além do prefeito e de seu pai, ainda estão foragidos o intermediário do crime e um terceiro pistoleiro, segundo a polícia.
Pela primeira vez desde o ocorrido, a defesa do prefeito decidiu dar sua versão dos fatos e afirma que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) está na iminência de analisar o habeas corpus, que poderá revogar a ordem de prisão de Carlos Vinícius. A defesa do prefeito aponta ilegalidades na condução do processo, a começar pela investigação policial.
Na condição de prefeito, segundo a defesa, Carlos Vinícius não poderia ter sido investigado sem autorização da segunda instância do Tribunal de Justiça do Pará. “O prefeito tem direito a foro privilegiado e, ao não ter tal condição respeitada, tornam-se nulas todas as provas colhidas. A motivação do crime também é colocada em xeque por falta de provas reais”, disse ao DIÁRIO o criminalista Antônio Nabor Bulhões, que entrou com pedido de habeas corpus junto ao STJ. Ele diz que a investigação foi dirigida contra o prefeito e seu pai, “em ambiente claramente político”.
A ilegalidade na investigação, segundo ele, começa pela violação à Constituição. “Pai e filho são inocentes. Estou confiante na decisão do STJ. Não podem ser presos por um crime que não cometeram”. O inquérito da Polícia Civil aponta que o crime seria represália pelo rompimento político entre o prefeito e Luciano Capacio, uma vez que o empresário teria se aliado ao grupo político do ex-prefeito Francisco Eudes, sob a promessa de que seria o próximo candidato à prefeitura de Tomé-Açu.
“Carlos Vinícius não teria motivo para entrar em disputas políticas, considerando que foi reeleito com a maioria de votos. No ano passado, 61,96% dos eleitores o escolheram para comandar a cidade, em detrimento do candidato do PSDB. Vinícius tem sido apontado como liderança política emergente no Estado”, aponta Bulhões.
A OAB do Pará ingressou no processo exercendo papel acusatório, o que na avaliação da defesa do prefeito é inusitado e incompatível com a natureza de suas funções. “A missão da OAB é zelar pelo estado democrático de direito e pela defesa da Constituição. Essa atitude indica um nítido viés político permeando o caso”.
Defesa vê motivações políticas na investigação policial
A defesa do prefeito lembra que o empresário assassinado já foi apontado como mandante em pelo menos dois assassinatos, um deles ocorrido em 2012, por questões fundiárias. A vítima foi o ruralista Cesar Busnello. Para a defesa do prefeito, são fortes os sinais de injunções políticas sobre a conduta e as conclusões da Polícia Civil, “que não apurou essa situação e teria escolhido como testemunhas e informantes pessoas ligadas aos grupos rivais, derrotados nas eleições”.
Bulhões afirma que desde o início das investigações haviam fatos importantes que, se bem investigados, poderiam levar à elucidação do crime, sem que se pudesse cogitar de qualquer envolvimento do prefeito ou do seu pai com os eventos delituosos.
O advogado questiona o fato de as investigações terem sido conduzidas e concluídas sem que o prefeito e seu pai tenham sido intimados e convidados a prestar esclarecimentos, “mas sumariamente julgados e tratados pela Polícia Civil como únicos suspeitos no comando dos crimes”. Esse é o argumento que sustenta o pedido de habeas corpus, aspecto que, na opinião do advogado, “contamina e coloca em xeque todo o processo”.
A defesa aponta uma “sucessão de erros e distorções, que culminaram na manipulação do processo e o decorrente pedido de prisão preventiva”. Nabor contesta todos os procedimentos da polícia e sustenta que o caso foi conduzido ao arrepio da lei, colecionando irregularidades e ilegalidades. “Fiquei espantado com o que está acontecendo e trabalhamos para reverter os danos causados por todos esses erros”, afirma.
O advogado também destaca a fragilidade dos indícios apontados pela polícia, cujas provas não foram apresentadas, e denuncia o aproveitamento de documentos falsos nos autos do processo. “As investigações ignoraram a situação do empresário Luciano Capacio, que vinha sendo objeto de ameaças em decorrência de seus negócios”, garante o defensor do prefeito.Uma outra vertente vincula a outra vítima de homicídio, o advogado Jorge Pimentel, a uma profunda desavença com um dos acusados de autoria material do crime, que segundo uma testemunha, teria razões para eventualmente matar o advogado. “Essa vertente investigatória foi absolutamente ignorada. Estou citando uma entre várias vertentes importantes de investigação que foram ignoradas”.
Madeireiro lutava contra prefeito após ser multado
Entre os mitos fartamente divulgados como justificativa para o duplo homicídio estariam, segundo a defesa, o fato do empresário Luciano Capaccio e seu advogado Jorge Pimentel terem denunciado empreendimentos do pai do prefeito e essa denúncia originado uma multa de R$ 23 mil. “A polícia se baseia em arquivo digital sem assinatura e não protocolado nos órgãos competentes. A multa existiu, mas não para o pai do prefeito e sim para uma área de propriedade de Luciano, que teria feito um desmatamento ilegal. A área estaria em nome de um laranja”, diz Bulhões.
Ele diz ainda que a acusação aponta que, além de sofrer a fiscalização em suas terras, Capacio lutava contra a atual prefeito porque a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Tomé-Açu estaria cobrando uma suposta e descabida “taxa de controle ambiental” para liberação de alvarás. A documentação só seria liberada aos amigos do prefeito. “Nunca existiu qualquer denúncia feita pelas vítimas em relação à secretaria de Tomé -Açu. A polícia tirou conclusões à margem dos elementos de prova coligidos aos autos”, garante o advogado.
A defesa também contesta uma suposta “lista de execuções” com os nomes de oito pessoas supostamente marcadas para morrer, que teria sido extraída de CPU recolhida na casa do prefeito. “Essa lista não existe. Foi recolhida a CPU de captura de imagens do sistema de câmeras de vigilância residencial (CFTV) da casa do prefeito. A suposta prova não foi juntada nem ao inquérito policial, nem ao processo judicial criminal simplesmente em razão de não existir”, assegura.
Por fim, as investigações apontam que o prefeito teria uma relação amorosa com a esposa da vitima (Capacio). ”Essa é mais uma inverdade, já que nunca foi apresentado qualquer indicio que justificasse tal relacionamento”.Ouvido pelo DIÁRIO, o delegado Sílvio Maués, diretor de Polícia do Interior, não entrou no mérito das acusações da defesa do prefeito de Tomé-Açu no que se refere a ilegalidades na condução do processo. Ele confirmou que a polícia teve sim autorização do Tribunal de Justiça do Estado para investigar Carlos Vinicius Vieira. “Como fazer uma investigação dessa sem respaldo judicial?”, indaga.
Ele esclarece que a Polícia Civil do Pará não investiga grupos políticos e sim homicídios. Nesse caso um duplo homicídio. “A polícia instaurou o inquérito, investigou e identificou os mandantes, intermediários e executores. E como o prefeito poderia ser ouvido se está foragido desde o crime?”, indaga novamente.
Maués assegura que toda a investigação foi feita dentro da legalidade. “Prova disso é que o Ministério Público denunciou cada um dos envolvidos no crime, provando que a condução da investigação foi pautada na legalidade. Cada um fala o que quer e lógico que a defesa vai desacreditar nosso trabalho. Mas existe o fórum adequado para que todas essas colocações sejam feitas, que é o juízo”
 Diário do Pará

Juiz derruba ação que contesta manifestação

Prefeitura Municipal de Tucuruí


No último dia 23 de junho, o juiz substituto da Comarca de Tucuruí, David Guilherme de Paiva Albano, julgou a Ação Civil Pública, movida pela Prefeitura Municipal de Tucuruí, que pretendia condenar manifestantes do Movimento “Acorda Tucuruí”, a fim de que os mesmos se abstivessem de obstruir a BR-422 e demais via públicas, assim como impedir atos de vandalismo contra o patrimônio público, durante protestos que ainda devem ocorrer na cidade.


Entre os argumentos, a Prefeitura alegou que em manifestação ocorrida no dia 21 de junho de 2013, houve obstrução da BR-422, principal via de acesso entre Tucuruí e Vila Permanente, o que causou transtornos a população. Em seu despacho, o juiz afirma que vem acompanhando os acontecimentos na cidade, mantendo inclusive contatos com as Polícias Civil e Militar, Ministério Público e Defensoria Púbica, a fim de que a ordem pública seja mantida no município. 

LIVRE MANIFESTAÇÃO


O juiz destacou ainda que o direito da livre manifestação de pensamento está assegurado pelo artigo V, inciso IV, da Constituição Federal, que legitima o direito de reunião pacífica, sem armas, em locais abertos, independente da autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada no mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente. 


Além disso, o magistrado citou decisão do STF na qual o ministro Luiz Fux cassou liminar que proibia a realização de protestos em Minas Gerais durante a Copa das Confederações, ressaltando que “a democracia, longe de exercitar-se apenas e tão somente nas urnas, durante os pleitos eleitorais, pode e deve ser vivida continua e ativamente pelo povo, por meio do debate, da crítica e da manifestação em torno de objetivos comuns”.  

DIÁLOGOO magistrado esclareceu também que “ao invés de processar os requeridos, o Município deveria chamá-los para dialogar e saber quais são as suas reivindicações e a possibilidade de atendê-las”.
(Diário do Pará)